Creators é uma plataforma digital criada por Nohoa Arcanjo e Rodrigo Allgayer, hoje pertencente ao grupo FLAG.CX e encubada pelo Google for Startups, para articular e facilitar as relações de trabalho na indústria criativa de forma ágil e segura. Desenvolvida com o objetivo de conectar profissionais a empresas para desenvolver projetos pontuais em formato freelance, hoje o foco principal é conectar criadores de conteúdo com marcas que desejam escalar sua comunicação e criar conversas com suas comunidades.
O vídeo de lançamento foi dirigido por Louise Freschel, que constrói uma narrativa em torno do significado de ser um profissional autônomo num mundo que impõe cada vez mais relações efêmeras de contratação. O video retrata alguns desses criativos em seus estúdios e também desempenhando suas funções pessoais do dia-a-dia. Na trilha sonora, nosso principal desafio foi trazer à tona um senso de urgência sob uma abordagem elegante. Timbres digitais foram sobrepostos a sons analógicos de forma a trazer as especificidades dos dois mundos. Trechos de harmonias sintéticas e texturas foram intercalados a uma batida eletrônica pulsante que guia a edição do vídeo, com uma estrutura feita sob medida para caber nos momentos de transição e desenvolvimento da peça.
Para a trilha sonora do segundo filme, que foi pensado como um reposicionamento da plataforma, o caminho percorrido foi trabalhar em cima da trilha sonora criara para o primeiro vídeo, fazendo uma espécie de remix do que já tinha sido composto anteriormente. Apesar do cuidado em deixar clara a origem desta nova versão da música, mantendo elementos reconhecíveis da anterior, refizemos completamente a estrutura e a narrativa da trilha para suprimir os trechos mais introspectivos e vislumbrar um resultado que olhasse mais para o futuro.
O desfile da Cotton Project no São Paulo Fashion Week n45 foi o primeiro da história do evento em que trilha sonora foi performada ao vivo como parte da cenografia. A convite da marca, Marcelo Gerab produziu e tocou a música segundo a narrativa desenhada pelo diretor criativo Rafael Varandas.
Concebida em torno do tema “How to leave your old life behind”, a coleção de outono/inverno de 2018 foi inspirada em uma estética encontrada fora do meio urbano e fundou seu conceito na releitura de tópicos que afetam a consciência do jovem contemporâneo e que trazem à tona a necessidade de reinventar as ferramentas com as quais lidamos com problemas sociais e psicológicos nas grandes cidades.
A sonorização segue por um caminho que mistura elementos bucólicos e campestres com sonoridades eletrônicas mais associadas aos centros urbanos. Samples de violões e frases de piano programadas foram sobrepostas a sintetizadores e baterias eletrônicas controlados ao vivo por Gerab através de ferramentas digitais e computador, de forma que a estrutura pudesse ser reconstruída em tempo real.
A convite do diretor geral, Pedro Morelli, Matheus Leston compôs a trilha sonora de todos os episódios e o tema de abertura da série Contos do Edgar, que adaptou os textos de Edgar Allan Poe para o Brasil.
Neste projeto, diferentes diretores foram convidados para cada episódio e, por isso, o grande desafio da trilha sonora foi o de construir um universo que conectasse todas as histórias ao mesmo tempo que mantivesse suas particularidades.
A pergunta central proposta por Morelli foi: como criar uma sonoridade típica de filmes de terror e ao mesmo tempo brasileira? Usamos então no centro de toda a trilha um conjunto de instrumentos brasileiros (viola, pandeiro, agogô, sanfona), que se adensam muito lentamente e, assim, constróem paulatinamente a tensão do filme.
Para a trilha de abertura, o desafio era diferente: como criar uma música que seja, ao mesmo tempo, tensa e brasileira como as composições de Arrigo Barnabé e Tom Zé, mas também caricata e divertida como o tema do Inspetor Bugiganga?
A campanha de Dia dos Namorados de 2019 da C&A Brasil foi um filme manifesto criado com a intenção de afirmar a marca como uma voz de apoio às relações afetivas em suas mais variadas formas e manifestações, principalmente as não-heteronormativas.
A trilha sonora foi pensada com o propósito de trazer à tona, de forma subjetiva, a esperança e a liberdade de forma pulsante e enérgica a partir de uma ótica menos romantizada, mais real e urgente. Batidas eletrônicas cruas e distorcidas foram combinadas a instrumentação de sintetizadores e samples editados, sobrepondo harmonias etéreas com linhas melódicas vibrantes.
Gravado em uma cobertura da região central de São Paulo, o editorial audiovisual da revista FFWMAG para a marca Calvin Klein de 2016 foi gravado quase todo em película, com algumas poucas inserções digitais.
Para a trilha sonora manter a mesma proporção entre o mundo analógico e o digital, utilizamos timbres industriais sintéticos sobrepostos a sons acústicos processados com efeitos e distorções, numa mistura enérgica de rock com eletrônico que deixa em evidência a atmosfera pulsante da juventude e da região retratada no vídeo.
Para o lançamento de seu catálogo de produtos de beleza masculinos no Brasil, a AXE elaborou uma campanha digital que consiste em uma série de vídeos de 15 segundos. Cada pílula apresenta uma persona com um estilo bem particular desempenhando parte de suas atividades diárias, seja ela um hobbies ou uma tarefa profissional. De dançarino a skatista, de barista a motoqueiro, de ciclista a cabeleireiro, cada trilha se adapta ao contexto necessário levando em consideração as diferentes estéticas e narrativas visuais construídas pelo diretor.
A exposição Limbo, do fotógrafo e diretor Hick Duarte, é uma reflexão sobre o estado emocional dos jovens em um período especialmente conturbado no Brasil. Através de diferentes mídias, o artista faz um exercício de observação do estado de suspensão da juventude: um lugar de indefinições e inquietações ocupado por uma geração sobrecarregada de informações onde tudo se mistura e perde-se a noção de relevância.
A exposição aconteceu durante 2 semanas em Outubro de 2019 e contou com um filme principal de aproximadamente 12 minutos que era exibido a cada meia hora. A sonorização foi feita para um sistema quadrifônico, isto é, quatro auto-falantes em canais separados dispostos em cada canto da sala, o que permite artifícios espaciais muito mais realistas e complexos do que sistemas comuns em stereo.
A trilha sonora da peça foi desenvolvida por Marcelo Gerab a partir de uma troca constante com o artista, desde a fase de rascunho do storyboard até a concepção do som, e é estruturada em 5 principais momentos:
1. A introdução é tomada por melancolia e tensão, onde acordes contínuos de sintetizadores se sobrepõem a microfonias de guitarras distorcidas tocadas com arco de violoncelo;
2. Adiante, temos uma breve transição que faz com que o tom de mistério se mostre definitivo, com linhas de piano elétrico sobrepostas em loops fora do grid que resultam em uma repetição não sincronizada, combinadas com recortes de percussão programados digitalmente;
3. Em seguida, fizemos uma releitura da roda de capoeira e do toque de berimbau a partir de timbres sintéticos dissonantes e ruidosos, em uma analogia ao mosh pit, comum em shows de metal e hardcore;
4. Na sequência, o filme entra em um intervalo mais delicado e introspectivo, com caráter mais romântico e sonhador, cuja sonorização foi feita a partir de edição digital de recortes de áudio;
5. O final do filme tem uma atmosfera que mistura esperança e incerteza, e a trilha parte para uma progressão de acordes que, combinada a uma percussão sintética, passa gradativamente por todas as 12 notas musicais e se conclui em um grand finale inspirado em clássicas composições de Bach.
O artista Matheus Leston realizou a produção multimídia e programação da peça central da mostra: um filme que é exibido automaticamente em uma grande tela principal, com áudio espacializado e iluminação sincronizada. Nos minutos entre as sessões, a montagem é desconstruída em recortes de cenas isoladas, exibidas em quatro telas laterais independentes, que esmaecem quando o filme começa. Todo o sistema funciona de maneira autônoma, sem necessidade de operação.
A música que acompanha os créditos do filme é composição de Rico Jorge.
O trabalho do artista Guilherme Cunha estabelece relações entre estruturas sociais, a ciência e modelos de percepção. Em seu projeto final para a residência na Red Bull Station, a atividade cerebral dos visitantes é transformada em som e, através de estruturas similares a antenas, projetada para o centro da cidade.
Desenvolvemos um software que capta os sinais cerebrais através de um aparelho de eletroencefalograma e os transforma em áudio. Cada uma das seis caixas de som foi associada a uma região do cérebro e, quando mais intensos os pensamentos, mais agudos os sons.